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Perdas & Ganhos

Literatura

Livro - Perdas e GanhosDepois de uma breve pausa em minhas matérias, eu volto. Dessa vez com a missão de falar do livro mais elogiado da Lya Luft: Perdas e Ganhos. Um livro de auto-ajuda? Pode ser. Depende do ângulo que você observa.

Nele encontramos um mix de vários sentimentos demonstrados por Lya, sempre de uma forma requintada, com a profundidade de observação e uma sensibilidade incrível, que explica a capacidade da autora de investigar bem a fundo os mistérios mais profundos do ser humano - solidão, morte, amor, vício, assombramento e desencontro - nos conflitos que tecem a trama das vidas de todos nós.

Em Perdas & Ganhos, Lya Luft fala sobre o amor, o prazer e a dor da perda, em textos curtos, a meio caminho entre as memórias e o ensaio, cedendo a sugestão poética de ter um quase diálogo com o leitor.

A cada página, encontramos uma nova maneira de olhar a nossa volta e uma inspiração para refletir sobre nossas próprias histórias, fazendo com que nos identifiquemos com muitos fatos ali narrados. Na contramão da banalização, Lya baseia sua relação com o leitor numa convocação à descoberta da beleza e das questões existenciais mais essenciais nos acontecimentos comuns da vida.

O livro tem o poder de tocar nossos sentimentos mais profundos e fazer despertar idéias, quase teses sobre os temas. Uma prova de o livro ser tão tocante foi o seu estouro de vendas, quando lançado, no ano de 2003. Foram mais de 700 mil exemplares vendidos no Brasil, permanecendo no topo da lista dos mais vendidos por mais de 54 semanas, e uma dezena de traduções para idiomas estrangeiros.

Ao meu ver, a Sra. Luft desabafou nesse livro. São detalhes, opiniões de quem já viveu, pelo visto viveu como pode e atualmente senta no topo de sua vida e vê que aprendeu com tudo o que aconteceu, cresceu com todo o ocorrido. E é tudo natural, viver é natural. Complicam-se muito as coisas. Por se tratar de crônicas que contém partes, e boas partes, de realidade o livro ganha uma certa densidade. Ele é bem escrito e seu ritmo varia de acordo com a natureza do que vai sendo dito. Às vezes notamos um tom claro de grito angustiado, outras uma leveza digna da serenidade.

O que mais me interessa em tudo isso é que Lya não busca um leitor, ela não utiliza artifícios pra que ele se mantenha fixado na leitura; isso ocorre naturalmente. É agradável ler sua obra. O segredo está em não ler procurando respostas, procurando algo; mas em ler de forma despretensiosa, que você acha respostas maravilhosas sem querer.

Eu nunca havia lido nenhuma de suas obras, nada mesmo, nem sequer uma frase. Mas há uns 5 anos atrás, na Biblioteca do Colégio São José (colégio no qual cursei o primeiro ano do Ensino Médio, localizado em Pelotas/RS), freqüentada por mim semanalmente, eu procurei por um livro especial e não o encontrei.

Resolvi que naquela semana não iria ler nada, já que eu estava com o meu tempo tão dividido entre os estudos incessantes de química e meus ensaios para o espetáculo de dança que se aproximava. Porém quando estava saindo, a bibliotecária me chamou atenção para o lançamento carregado de tantas críticas positivas; eu resolvi levar, mas não dei muita importância.

Sem querer eu achei a resposta da qual estava precisando pra minha vida naquelas circunstâncias pessoais: nós somos pessoas únicas, que devemos crescer concomitantemente sozinhas e juntas, sempre da melhor maneira possível; a individualidade é algo fundamental, mas nós podemos ganhar muito com outras pessoas. Para me despedir, deixo um pequeno trecho do livro:

Clique aqui para ler o trecho do livro!

Bons ganhos à todos nesse feriado e se houverem perdas, que elas venham acompanhas de maturidade! Uma ótima páscoa!
Nathália Borges

Para Morrer de Rir!

Literatura

Assassinatos na Academia Brasileira de LetrasA matéria de hoje é sobre um simpático apresentador e excelente escritor! Quando parei para pensar sobre o que escreveria essa semana, me vieram à cabeça diversos escritores e vários livros excelentes. Busquei lançamentos, best-sellers internacionais.

Mas não resisti quando li um trecho do livro abordado hoje, elaborado por uma pessoa pública, a qual temos um encontro diário em um programa cheio de variedades e UTILIDADES, no qual os temas são tratados de forma muito inteligente e extremamente engraçados.

O terceiro romance de Jô Soares se passa no Rio de 1924 e põe um serial killer no encalço dos seletos membros da Academia Brasileira de Letras.
Assassinatos na Academia Brasileira de Letras conta um caso de mortes que provoca risos. Detalhe: os imortais são as vítimas.

O terceiro livro de Jô em dez anos contém a mesma fórmula dos anteriores, O Xangô de Baker Street (1995) e O Homem Que Matou Getúlio Vargas (1998): pesquisa histórica, entrecho policial e boas piadas que mexem com os fatos sem tirá-los do lugar. Algo um tanto matemático que altera os fatores sem modificar o produto.

Os dois romances foram traduzidos para uma dezena de línguas; o primeiro foi lançado em 12 países e o segundo em sete. Juntos, venderam 1,3 milhão de exemplares no mundo (no Brasil, Xangô vendeu 620 mil e Getúlio 410 mil).

O livro chegou às livrarias com tiragem de 100 mil exemplares. Prometendo igual sucesso, mesmo porque, segundo Jô, fluiu com mais naturalidade que os outros. Foi escrito em cinco meses, a partir de agosto de 2004, enquanto o primeiro levou oito meses e o segundo dois anos.

Jô SoaresJô, apesar de morar em São Paulo, sempre se declarou apaixonado pelo Rio de Janeiro antigo e inclusive morou, ainda criança, com seus pais no hotel Copacabana Palace, fundado em 1923 e um dos cenários do livro. A convivência no hotel teve como resultado uma narrativa ainda mais viva e enxuta que a dos outros volumes, devido aos recursos da memória.

Segue então, um trecho do livro, que além de tudo nos ajuda a entender de maneira cômica fatos na nossa história:

“Segunda-feira, 7 de abril de 1924

PULVIS EST ET IN PULVEREM REVERTERIS

Uma chuva de gotas grossas caía sobre a cidade do Rio de Janeiro naquela tarde de céu encoberto, e relâmpagos festejavam a tempestade. Contrariando a crença de que aguaceiros aliviam o calor, os termômetros acusavam uma temperatura de trinta e nove graus. O clima não impediu que os partícipes se apresentassem a rigor para as últimas despedidas ao senador da República e emérito escritor Belizário Bezerra, no cemitério São João Batista. Havia mais gente ainda que no dia da posse. Sérgio Loreto viera de Pernambuco, e até a autoridade maior do país, o presidente Arthur Bernardes, estava lá, de cartola e sobrecasaca, prestigiando o amigo morto, apesar das preocupações com o estado de sítio, que vigorava desde o governo anterior.

Turistas ocasionais também se amontoavam em volta do túmulo, dando mostras da curiosidade mórbida que se manifesta em catástrofes e nos enterros de pessoas ilustres.

Imortais mais ansiosos já cabalavam, entre si, votos para futuros candidatos. Causava estranheza vê-los de fardão e guarda-chuva.

Outros grupelhos contavam anedotas e riam disfarçadamente. Mulheres envoltas em renda negra trocavam idéias, em voz baixa, sobre os últimos lançamentos da moda em Paris e falavam do exótico Cuir de Russie, novo perfume de Coco Chanel.

Deputados e senadores, conhecedores das tensões do momento político, dirigiam olhares para o presidente, conjecturando sobre possíveis rebeliões tenentistas, inspiradas pelos Dezoito do Forte. Enfim, como em qualquer funeral, o único silencioso era o morto.

Todos pretendiam despachar o defunto com um necrológio pujante, porém o criminalista Aloysio Varejeira foi o mais pressuroso. Quando ele puxou do bolso o panegírico, um enorme círculo abriu-se à sua volta. O inescrupuloso advogado era temido pelo seu mau hálito.

Os maledicentes imputavam-lhe o sucesso nos tribunais ao bafejo cáustico, cultivado por anos de vinho avinagrado e queijo-do-reino, que ele expelia, ameaçador, em direção aos jurados. Pura aleivosia: o talento de Varejeira era tão perigoso quanto seu bafo venéfico.”

“Só senti coragem de escrever romances quando descobri qual era meu aspecto mais forte. Obviamente, o humor. Escrevo brincando.” - Jô Soares

Um ótimo fim de semana!
Nathália Borges

O livro de não-ficção mais vendido do mundo

Literatura

O Segredo - Rhonda ByrneHoje iremos falar sobre o livro mais “publicidade e propaganda” dos últimos tempos: O Segredo (The Secret) de Rhonda Byrne. Afinal, não poderíamos ficar fora da moda né?!

Vou confessar a vocês que não costumo me interessar muito por coisas banalizadas, mas o livro traz uma mensagem tão bacana que é inevitável não se interessar. E aliás, o principal objetivo é que banalize mesmo!

Eu já havia assistido ao filme e lido o e-mail; até que meus avós apareceram aqui em casa com um exemplar. Na primeira página, já dá para entender do que se trata; O segredo nada mais é do que a “lei de atração”, o poder que o pensamento tem de influenciar na nossa vida. Mas é importante que se leia até o final, pois só assim conseguimos fixar bem a mensagem, a ponto de praticá-la no nosso dia-a-dia.

A autora descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso, conheciam um Grande Segredo e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei. A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que atualmente conhecem o Segredo e vivem de acordo com ele. Falou com elas, entrevistou-as, e através do testemunho delas, vai explicando no livro a “lei da atração”.

Nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso. Com ele, o leitor poderá entender seu poder oculto e inexplorado, trazendo alegria para cada aspecto da vida.

Curiosidades

O livro tornou-se mania americana e liderou por 15 semanas consecutivas a lista de Best-Sellers do The New York Times, ultrapassando a casa de seis milhões de exemplares vendidos nos EUA. Trata-se de auto-ajuda e tirou do anonimato a produtora de vídeos australiana Rhonda Byrne.

Embora fosse conhecida pela série ‘Os melhores comerciais do mundo’, ela atravessava aos 55 anos uma péssima fase de sua vida. Separada e com os filhos já adultos, sentia-se cansada com os seus relacionamentos amorosos e profissionais desmoronando seguidamente.

Caiu-lhe então nas mãos um livro sobre o segredo que há por trás da felicidade, sabedoria compartilhada por todos os vencedores da espécie humana. Por que não divulgar a boa nova por meio de um vídeo? Oito meses depois, o filme fazia sucesso nas locadoras.

Na seqüência, aconselhada por amigos, Rhonda transformou o vídeo em livro. Acertou em cheio nos EUA, e continua acertando no mundo. No Brasil, por exemplo, a primeira tiragem de 100 mil exemplares está toda vendida através de encomendas. Propagandas não faltam, é só andar na rua que a gente vê um cartaz pendurado!

Com certeza vale a leitura! Até semana que vem!
Nathália Borges

Silêncio que Fala

Literatura

Não é a melhor maneira de começar a escrever em um site como esse, porém me sinto em dívida com vocês, leitores. Peço mil desculpas por alguns “probleminhas” de percurso, que me fizeram postar essa matéria somente hoje. Mas vamos ao que interessa…

A partir de hoje, eu terei uma coluna aqui! Que honra, não?! Pois é, assim eu me sinto. Honrada em poder escrever para um site que tem o objetivo de trazer cultura à nossa cidade! E foi este o motivo pelo qual eu me interessei tanto em participar dessa proposta.

Desde pequena, a literatura me acompanha. Aliás, penso que acompanhe a vida de todos. É impossível não ler NADA. São incitáveis os motivos tão importantes que fazem com que a literatura seja fundamental; a maneira que a torna uma formadora de opinião, a influência que ela exerce na nossa imaginação e o poder que ela tem de nos transportar para qualquer lugar, mas principalmente sua função de produtora de inteligência!

E quem não se interessa por literatura é porque nunca leu algo que realmente prendeu sua atenção, algo que fizesse se interessar de verdade.
Um bom livro? É aquele que te faz querer ler mais e mais, que te faz produzir as imagens; seja o assunto que for.

Eu comecei lendo os clássicos gibis, influenciada pelo meu avô. Aos poucos fui aumentando o número de páginas e passei a amar ler! Muitos autores marcaram a minha vida, como o Érico Veríssimo, que se impôs quando eu fui obrigada a ler “Um Certo Capitão Rodrigo” para realizar uma prova.

O que eu pensei que seria um tédio, pois eu precisava do auxílio de um dicionário para entender o vocabulário gauchesco, se tornou algo muito agradável; que além de tudo, levou a ampliar o meu português.

Martha MedeirosMas hoje, especialmente, quero citar a minha escritora favorita, da qual eu sou fã de carteirinha: Martha Medeiros.
Uma mulher de atitude e inteligente que escreve sobre assuntos gerais e sempre de forma brilhante. Ela é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e do O Globo, do Rio de Janeiro.

Tenho vários amigos que dizem que eu falo muito, porém às vezes deixo certas coisas passarem. Coisas que deveriam ser ditas e acumulam. A Martha tem um texto que se aplica muito bem a isso; e já que o Carnaval está aí, deixo o mesmo. Para que vocês que estarão no barulho não deixem de falar nada e vocês que estarão no silêncio aproveitem muito!

Clique aqui para ler o texto de Martha Medeiros

Um ótimo carnaval a todos e se preparem porque segundo o Kaleb, o meu contrato com o site é de três anos (hahaha)! Até breve!
Nathália Borges

Literatura

Literatura

Esta é a primeira grande novidade do Makaeh Cult em 2008. Agora todas as sextas-feiras você terá encontro com a nova coluna de Literatura. Este novo tema irá tratar de assuntos como críticas e análises de livros, falar sobre escritores importantes e algumas outras questões das quais irão conhecer com o tempo.

Quem irá comandar esta inédita área do Makaeh Cult é a nova colunista Nathália Borges, que assinou um contrato de 3 anos com site (Hahahah, brincadeira).

Na verdade ela foi escolhida como se estivesse “na multidão”. O fato de se interessar pela idéia e o espírito do site, além de comentar a sua vontade em participar dele, lhe fez mais uma participante da nossa equipe.

A coluna de Fotografia & Design que antigamente era publicada neste dia passa agora a ser postada aos Sábados. O Victor me falou que todos devem se preparar para acompanhar as grandes matérias que serão publicadas.

Bom, a grande questão é que essa se trata apenas da primeira entre as muitas inovações que o Makaeh Cult irá proporcionar a você leitor durante este ano de 2008. Portanto sempre acompanhem as atualizações diárias do site para ficar por dentro das novidades. E prestigiem a nova coluna de Literatura.

Abraços e fiquem atentos com as novidades!
Kaleb Aurich


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